Coelho de Estimação: Tudo o que precisa saber.




Nome comum: Coelho

Escolheu um coelho como animal de estimação? Parabéns!

Apesar de normalmente falarmos do coelho como um roedor, na verdade, não pertence à ordem Rodentia mas sim Lagomorpha. Existem, dentro da família dos coelhos, vários géneros como o Lepus (lebres), Sylvilagus (coelho americano), Caprolagus (coelho asiático), Nesolagus (coelho da Sumatra), Brachylagus(coelho pigmeu) e o Oryctolagus (coelho comum). Note que o coelho pigmeu não é o coelho anão. O coelho anão pertence ao género e espécie do coelho doméstico.


Antes de pensar em escolher o coelho como o seu novo animal de estimação, deve ter em conta diversos aspectos:

Em primeiro lugar, deve consultar alguma informação sobre raças, para que escolha as tendências de carácter que mais se adequam ao seu estilo de vida. Pode consultar diversa literatura, tanto online como bibliografia em suporte de papel para levar a cabo esta tarefa. Pode começar por uma autoridade americana sobre o assunto – American Rabbit Breeders Association – tendo sempre em atenção que os nomes de raça usados nos Estados Unidos, nem sempre são os mesmos que utilizamos na Europa.

Deve também verificar se reune conhecimentos e condições necessárias para receber em casa o novo habitante, de modo a que o animal não se torne um “fardo” ou uma “prisão”, como muita gente afirma após verificar que qualquer animal dá trabalho.

O coelho como animal de estimação


Os coelhos são animais caracteristicamente nocturnos, apesar de grande parte das pessoas não o saber. No entanto, habituam-se facilmente à rotina diária do dono, alterando os seus períodos de sono, estando sempre pronto para a exploração da casa (são dos animais mais curiosos que conheço).

Rapaz ou rapariga?

Embora eu não ache qualquer diferença comportamental significativa entre os dois sexos, temos de considerar algumas coisas relativamente ao sexo do animal. Se vamos ter um único coelho doméstico, não há qualquer problema na escolha de um ou outro. Se vamos escolher um par, devemos considerar que não se conhecem casos de junção de coelhos machos não esterilizados, a viver juntos sem problemas.

Os pares de fêmeas são mais adequadas à concentração em pares, no entanto, como são muito territoriais em termos de espaço, devemos usar técnicas de apresentação ou juntá-las em tenra idade. No caso de pares de sexo oposto, apenas aconselho a junção de animais esterilizados, pois dado que a coelha ovula na presença de macho, estaria constantemente grávida.

Os pares de sexo oposto são os que se dão melhor, desde que pelo menos o macho esteja esterilizado.

No caso de escolher fêmea, o principal obstáculo será a territorialidade em relação ao seu espaço. No caso do macho, será a marcação de território com urina, por isso deve ser feita a escolha com base nas nossas preferências e no que menos confusão nos faz.


Alojamento:

A gaiola deve ter tamanho mínimo suficiente que permita ao coelho esticar-se a todo o comprimento e sentar-se nas patas de trás, no entanto, este tamanho apenas deve ser utilizado para coelhos que façam exercício diário fora da gaiola. O local onde esta está instalada, deve ser seco e longe de correntes de ar. Deve conter um ninho ou lura para que se possa esconder. Os comedouros e bebedouros devem estar sempre limpos.

Uma pedra de cálcio e madeira para roedores também é aconselhável.

Alimentação:

Além da ração adequada para coelhos de estimação, tendo em atenção que existem rações para animais mais e menos activos (que deve constituir apenas 10% da alimentação total), e o feno sempre à disposição (pois tem de ser o alimento base do coelho), os vegetais frescos devem constituir cerca de 20% da alimentação total do coelho. Podem comer inúmeros vegetais frescos, como a cenoura, os bróculos, a couve (em pequena quantidade), o nabo, o rabanete, a salsa… entre outros. Deve evitar-se a batata, as leguminosas secas como o feijão e grão e a alface (essencialmente devido à falta de nutrientes e capacidade diurética). A comida do coelho deverá ser variada em termos de alimentos frescos, tendo sempre como lema que, o que não se sabe se faz bem ou mal, não se deve dar.

Claro que a dieta anterior será adequada a um coelho adulto.

No caso de ser um coelho bebé e até aos seis meses de idade, devemos ter atenção à introdução dos vegetais. A maioria dos entendidos em coelhos acredita que os vegetais devem começar a ser introduzidos apenas por volta das 12 semanas de idade. No entanto eu acredito que se o criador já tiver habituado o animal a consumir vegetais frescos, não devemos alterar a dieta para evitar transtornos intestinais.

Claro que num coelho bebé, a percentagem de ração deverá ser superior a de um coelho adulto, dado que terá de consumir os nutrientes que ainda não recebe dos vegetais frescos.

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